domingo, 9 de agosto de 2020

VERDÃO CONQUISTA O BICAMPEONATO EM 1973

 

Foto: Blog Mauro Beting


Depois de vencer o Cruzeiro por 1 a 0, no Mineirão, e o Internacional por 2 a 1, de virada, em São Paulo, no quadrangular decisivo do 3º Campeonato Nacional de Clubes, o Palmeiras, de novo com sua Academia, jogava pelo empate contra o São Paulo para conquistar o bicampeonato brasileiro. O título de 1973 só foi decidido dia 20 de fevereiro de 1974 – a bagunça imperava naquela época – e outro 0 a 0 fez a torcida do Verdão explodir de alegria no Morumbi.

Osvaldo Brandão, ainda técnico do Palmeiras, deixou o cigarro de lado por alguns minutos para mostrar o caminho da vitória aos seus jogadores: anular o hábil meia uruguaio Pedro Rocha e não deixar o esperto e oportunista centroavante Mirandinha pegar na bola. A defesa do Verdão deu conta do recado, o meio-campo desarmava o adversário e alimentava o ataque com eficiência e, na frente, Leivinha, César e Nei deixavam os tricolores em pânico quando partiam em direção ao gol.

E a torcida palmeirense, maioria absoluta no estádio, com cerca de 80% do público, viu o goleiro são-paulino Waldir Perez praticar defesas milagrosas (foi eleito o melhor em campo) e salvar seu time da derrota. Mas o 0 a 0 servia e o Palmeiras levou mais uma taça para o Parque Antártica.

Foto: Blog Mauro Beting

O campeonato de 73 teve 40 clubes, 656 jogos, média de 15.460 pagantes por jogo (ainda caindo), 1.202 gols (subindo) e média de 1,83 gols por partida caindo em relação ao ano anterior e igualando-se à do primeiro campeonato). Ramon, do Santa Cruz, foi o artilheiro em 1973, com 21 gols.


PALMEIRAS 0X0 SÃO PAULO, 20/02/1974, Morumbi.

Árbitro – Arnaldo César Coelho (RJ).

Renda – Cr$ 997.860,00; Público – 66.549 pagantes.

Palmeiras - Leão; Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca; Dudu e Ademir da Guia; Ronaldo, Leivinha, César e Nei. Técnico – Osvaldo Brandão.

São Paulo – Waldir Peres; Forlan (Nélson), Paranhos, Arlindo e Gilberto; Chicão e Pedro Rocha; Terto, Zé Carlos (Ratinho), Mirandinha e Piau. Técnico – José Poy.


sábado, 8 de agosto de 2020

ACADEMIA DO PALMEIRAS BATE NACIONAL DE 1972



Foto: Blog Mauro Beting

O 2º Campeonato Nacional de Clubes, em 1972, passou de 20 para 26 participantes e os jogos aumentaram para 352. A média de público por jogo caiu para 17.591, mas a de gols foi superior, de 1,83 em 71 para 2,08 em 72, com um total de 731 gols marcados. Outra vez Dario, ainda no Galo, e Pedro Rocha, do São Paulo, dividiram a artilharia, ambos com 17 gols. E o segundo grande campeão brasileiro foi o Palmeiras, a inesquecível Academia de Leão, Dudu, Luís Pereira, Leivinha e Ademir da Guia, com o Botafogo em segundo.

Por ter melhor campanha que o clube carioca, o Palmeiras só precisava do empate naquela tarde de 23 de dezembro, no Morumbi. E mesmo sem o seu centroavante César Lemos – foi suspenso por 7 meses após se envolver em uma briga pelo Campeonato Paulista -, o Palmeiras tomou conta do jogo, envolveu o adversário com toques de bola e lançamentos para os velozes pontas Edu e Nei e só não marcou graças às ótimas defesas de Cao. 

Comandado pelo mestre Osvaldo Brandão, o Palmeiras, que já conquistara, invicto, o Paulistão 72, deu uma aula tática, “amarrou” o Botafogo e foi campeão com inteira justiça, apesar do ilusório 0 a 0 na final. Foram 30 jogos, com 16 vitórias, 10 empates e 4 derrotas, 46 gols a favor e 19 contra. A Academia de 72 era mesmo um timaço: em toda a temporada disputou 79 partidas e só perdeu 5.

 Fonte: Folha do Esporte - 07/02/1992

PALMEIRAS 0X0 BOTAFOGO, 23/12/1972, Morumbi.

Árbitro – Agomar Martins (RS).

Renda – Cr$ 649.445,00; Público – 52.287 pagantes.

Palmeiras – Leão; Eurico, Luís Pereira, Alfredo e Zeca; Dudu (Zé Carlos) e Ademir da Guia; Edu (Ronaldo), Madurga, Leivinha e Nei. Técnico – Osvaldo Brandão.

Botafogo – Cao; Valtencir, Brito, Osmar Guarnelli e Marinho Chagas; Carlos Roberto e Nei Conceição; Zequinha, Jairzinho, Fischer e Ademir Vicente (Ferretti). Técnicos – Sebastião Leônidas.



  

ATLÉTICO MINEIRO CANTOU DE GALO EM 1971

 

                                                                                              Foto: Galoforte.net


Com o Brasil vivendo o chamado “milagre econômico” e a torcida ainda em delírio com a conquista do tricampeonato mundial, foi disputado, em 1971, o 1º Campeonato Nacional de Clubes. Ao todo foram 229 jogos, 20 clubes, média de 20.360 pagantes por partida e 419 gols marcados (média de 1,83 por jogo). 

A decisão do certame foi em um triangular, onde o Atlético (MG) foi o campeão, o São Paulo ficou em segundo, por ter o melhor saldo de gols que o Botafogo, que terminou em terceiro, apesar de disputar o jogo decisivo, contra o Galo.

Depois de ser goleado pelo São paulo por 4 a 1, o Botafogo só seria campeão se vencesse o Atlético, no Maracanã, por uma diferença de 6 gols. O São Paulo dependia de uma vitória simples do Botafogo. Já o Galo mineiro precisava de um empate, pois vencera o São Paulo por 1 a 0, no Mineirão.

Foto: Acervo/Jornal O Globo de 20/12/1971

O técnico do Galo, Telê Santana, não arriscou no jogo final: o time, que nos jogos anteriores mostrara um futebol altamente ofensivo, ficou fechado na defesa, tocando a bola no meio e apenas com Dadá Maravilha no ataque. Assim, a boa defesa do Atlético neutralizou todas as jogadas de Jairzinho, o Furacão da Copa de 70 e grande esperança do alvinegro carioca; Vanderlei ditou o ritmo no meio campo e os atacantes voltavam para ajudar na marcação.

Na única chance que teve, Dario, com o oportunismo de sempre, decidiu o jogo ao marcar o gol do título, aos 18 minutos do 2º tempo. No campo, o capitão Oldair ergueu a valiosa taça e Telê foi carregado nos ombros. Na arquibancada do Maracanã, a torcida mineira fez a festa com o seu grito de guerra: “Ga-lô, Ga-lô!”

O Atlético Mineiro, primeiro campeão do Brasil, realizou 27 jogos, 12 vitórias, 10 empates e 5 derrotas, 39 gols a favor e 22 contra. Muitas vezes “pairando no ar”, Dario foi o artilheiro da competição com 15 gols.

Fonte: Folha do Esporte - 07/02/1992

BOTAFOGO 0X1 ATLÉTICO (MG), 19/12/1971, Maracanã.

Árbitro – Armando Marques (SP).

Renda – Cr$ 294.420,00; Público – 46.458 pagantes.

Gol – Dario 18 do 2º tempo.

Expulsos – Mura e Carlos Roberto.

Botafogo – Wendell; Mura, Djalma Dias, Queirós e Valtencir; Carlos Roberto, Marco Aurélio (Didinho) e Careca (Tuca); Zequinha, Jairzinho e Nei Oliveira. Técnico – Paraguaio.

Atlético (MG) – Renato; Humberto Monteiro, Grapete, Vantuir e Oldair; Vanderlei e Humberto Ramos; Ronaldo, Lola (Spencer), Dario e Tião. Técnico – Telê Santana.

sábado, 24 de agosto de 2019

NO AMADOR O CAÇULA ASAS SONHA COM CLASSIFICAÇÃO




Após ter subido em 2018 para a Primeira Divisão do Campeonato Amador, o time do Asas F.C. tem feito uma campanha satisfatória no corrente ano. Faltando seis rodadas para o término da Fase Classificatória, a equipe está conseguindo afastar o fantasma do rebaixamento e, após as duas últimas vitórias (3 a 1 no Suíço e 1 a 0 no Maracanã), está sonhando com a classificação aos “mata-matas”. 
A equipe é modesta composta por jogadores genuinamente amadores, onde o Presidente Executivo Fernando Barbosa tem orgulho de afirmar “que os seus atletas não recebem dinheiro, pois jogam por amor ao desporto e pela alegria de vestir o manto alado”.

Vamos aguardar o prosseguimento do torneio e acompanhar a saga do Asas nesta reta final.

sexta-feira, 7 de junho de 2019

RUBRA COMEÇA A SE DESPEDIR DE 2019


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Anp, 18/05/2019

Amigos, o ano de 2019 de a Anapolina é para esquecer. Depois de um Campeonato Goiano pífio, onde lutou contra o rebaixamento, veio a Série D do Campeonato Brasileiro e o panorama não mudou.

Mesmo estreando com uma vitória fora de casa contra o União, a Xata disputou duas partidas no Jonas Duarte abaixo da crítica e fez apenas um ponto (empatou com o Patrocinense e perdeu para o Operário-MS). Ou seja, ela voltou ao seu rendimento normal.

Para esse campeonato a Rubra apostou em um time já montado, o Capital-DF, que fez uma campanha ruim no Metropolitano. A ideia foi boa, mas a parceria foi errônea. Na nossa visão, a escolha deveria ser por um time mais qualificado e com desempenho passado melhor. Mas a aposta foi feita e a Diretoria colorada não pode ser acusada de omissão. Não aconteceu a desistência e o time disputa dignamente o torneio.

No entanto, um mesmo erro foi cometido. O meia Gilmax, camisa 10, foi contratado sem condições físicas e pediu o boné, pois ficou insatisfeito em não ser aproveitado pelo técnico Waldemar Lemos. Foi a nova versão Léo Lima. Nesta semana, chegou o atacante Betinho para reforçar o elenco.

Agora o time parte para duas lutas inglórias fora de casa, contra os mesmos adversários que não ganhou em seus domínios, e a expectativa é a mais pessimista possível. A despedida parece inevitável.

Só nos resta torcer para que o time mostre o que ainda não mostrou e traga pelo menos uma vitória. Ou seja, estamos torcendo para que esta matéria esteja totalmente errada e que sejamos massacrados com críticas contundentes da massa colorada.

Já estou torcendo contra a nossa matéria e acreditando em um milagre.

Avante, Anapolina!

ANAPOLINA VACILA NA SÉRIE D

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Foto: Igor Nery / Esporte Goiano
Anp, 11/05/2019
Faltou muito pouco para a Anapolina conseguir a sua segunda vitória na Série D do Campeonato Brasileiro. Vencia a boa equipe do Patrocinense (MG) até os 45 minutos do 2º tempo quando cedeu o gol de empate, terminando o jogo em 1 a 1, em pleno Jonas Duarte.
Foi uma ducha de água fria no torcedor colorado que foi em bom número ao estádio, animado com a vitória na estreia contra o União, em Rondonópolis (MT).
A equipe foi a mesma da partida anterior, o que facilitou para um bom 1º tempo quando a Xata fez o seu gol, com o zagueiro Max, em uma bola que ultrapassou a linha fatal por centímetros. No 2º tempo, o ritmo colorado caiu, mas assim mesmo detinha o controle da partida e parecia que a vitória estava certa. Mas as mexidas do técnico Waldemar Lemos enfraqueceram a equipe fazendo com que o time mineiro aventurasse mais no ataque. A saída do extenuado meia Mateus Rogério e a entrada de Gilmax, que nitidamente estava sem ritmo de jogo, fez com que a Anapolina não segurasse a bola no ataque. A entrada do atacante Anjinho, no lugar de Alyson, também nada acrescentou ao time rubro. O deslocamento do ala Romarinho para a meia esquerda desarrumou o lado mais efetivo do time. O empate foi um castigo pelos erros cometidos pelo competente treinador.
 Mesmo com o tropeço, a Xata mantém a 1ª colocação do grupo 11 e enfrenta no sábado (18), no JD, o lanterna Operário (MS), que perdeu em casa para o União por 2 a 0. A vitória colorada é de vital importância para a classificação à próxima fase.
        

sábado, 11 de maio de 2019

INÍCIO PROMISSOR DA ANAPOLINA NA SÉRIE D


            

               A Anapolina iniciou o Campeonato Brasileiro da Série D, na última segunda (6), com uma importante vitória fora de casa contra o União de Rondonópolis (MT), o que deixou a torcida colorada animada para o prosseguimento da competição.
          O time jogou uma boa partida e venceu por 2 a 1, com gols de Alyson, de pênalti, e de Romarinho, com um chute de fora da área no final da partida. A nota preocupante foi a contusão do goleiro Rafael Khan, que chocou sua cabeça contra um adversário e precisou ir ao hospital local. Mas está tudo bem com o arqueiro colorado.
             Foi um início promissor da Rubra, que tem um time montado com a base do Capital (DF), de onde vieram 10 jogadores. Foi uma decisão acertada da Diretoria, pois não haveria tempo suficiente para a montagem se tivessem várias contratações avulsas. A falta de dinheiro também contribuiu para essa decisão. Era o que tinha pro momento. No pacote veio também o experiente técnico Waldemar Lemos (foto), que escalou um time minimamente entrosado facilitando o triunfo obtido.           
             Para começo de competição está de bom tamanho e vamos aguardar agora os dois próximos jogos no Jonas Duarte, onde a Rubra tem que vencer e encaminhar a classificação. Provavelmente algumas contratações serão feitas para uma possível classificação aos "mata-mata", onde o nível técnico tenderá a subir. Vamos aguardar!
          Já os outros dois representantes goianos começaram mal o torneio. O Iporá perdeu, em casa, para o Sinop (MT), e a Aparecidense perdeu, fora de casa, para o Itabaiana (SE). Na nossa visão o Iporá não logrará êxito no decorrer do campeonato, já a equipe de Aparecida de Goiânia tem time para reverter esse início negativo. Mas, no futebol, tudo é possível!
          Nesse sábado (11), às 18:00h, contra o Patrocinense, que venceu na estreia o Operário (MS), a torcida colorada tem a obrigação de lotar o Jonas Duarte e incentivar a Anapolina rumo à vitória.